sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acerca da Tilaka

Um pedido do Swamiji:

Qualquer pessoa que seja Seu devoto deve usar Tilaka nos Darshans e principais eventos.

O seu significado no geral:
A Tilaka é um símbolo de boa sorte. Esta é usada na testa e é composto por pasta de sândalo, cinzas sagradas e /ou kumkum. No Bhagavad Gita diz: "Uma testa sem Tilaka, é como um coração, sem misericórdia, ou uma fonte sem água, ou de uma aldeia sem um templo, uma flor sem perfume, ou um campo sem chuva ... (há ainda muitos outros exemplos.) Pode-se observar que esta antiga tradição da tilaka  tem um profundo significado espiritual. Hoje em dia a Tilaka é usada no templo ou em ocasiões especiais, como cerimônias religiosas. A Tilaka é aplicada sobre o chakra Ajna, o espaço entre as duas sobrancelhas normalmente conhecido como terceiro olho. Diz-se ter um efeito de arrefecimento durante a meditação e ajuda a abrir o terceiro olho.
Para além de todos os efeitos mentais e espirituais o sândalo também possui um enorme efeito medicinal. Existem dois tipos principais de Tilakas:
Tilaka Shivaite é usada pelos seguidores do Senhor Shiva. É constituída por três linhas horizontais na testa com uma faixa vertical de Kumkum a conectá-los. Esta Tilaka é feita com cinzas sagradas. (Vibbhuti)




 Vaishnava Tilak é usada pelos seguidores do Senhor Vishnu. Consiste numa linha vermelha vertical desde o terceiro olho até quase à raíz do cabelo e é envolvida por outras duas linhas verticais (de sândalo/chandan) que representam os Pés de Lótus do Senhor Narayan. A linha vermelha (de Kumkum) representa Lakshmi Devi. Além de um outro ponto de de sândalo na forma de uma folha de Tulsi por baixo da forma de "U" da Tilaka como um sinal de adoração a Deusa Tulsi. O Swamiji também pediu que fizessemos um pequeno ponto vermelho dentro da folha de Tulsi para simbolizar a presença do Guru da nossa vida e no nosso caminho espiritual.

Quando a Tilaka é aplicada é dito um mantra que significa: "Oh Deus, protege-me de todas as consequências demoníacas de Maya e salva-me de todos os laços mundanos" - ou Om Keshavaya Namaha ou simplesmente "Om Namo Narayanaya"

O Papa também recebem uma Tilaka na sua visita à Indía;


Aqui está um vídeo da ISKCON (Hare Krishnas) de como fazer a Tilaka:
 


(para a linha central de Kumkum usa-se um pauzinho de incenso e começa-se desde o ponto entre as sombrancelas até próximo da linha do cabelo)


E aqui temos a nossa querida Mataji Varada a fazer pequeninos sacos com Chandan, Kumkum e todos os Mantras e instruções de como aplicar a Tilaka. Quem estiver interessado em adquirir por favor contacte: udaramati108@gmail.com. Jai Gurudev!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

JagadGuru Mahavatar Kriya Babaji

Algumas palavras de Swami Vishwananda sobre o dia de Babaji - 30 de Novembro

"... Hoje celebramos o dia de Babaji. Quem sabe o que significa o dia de hoje?

[Pritala responde] Hoje celebramos a decisão de Mahavatar Babaji ficar na Terra. 

Vejam, Babaji queria queria deixar este planeta. Então a sua irmã intercedeu e disse: "Não faz diferença nenhuma que fiques aqui ou lá. Então porque não ficas?"
De facto, foi neste dia, 1800 anos atrás - e alguns anos mais - que Mahavatar Babaji escolheu imortalizar-se aqui neste mundo. Então é isso que comemoramos hoje. É o voto de que Ele estará sempre aqui para ajudar a Humanidade quando esta precisar. É tempo agora para as mudanças acontecerem. É tempo da Humanidade chama-lo e receber a sua ajuda. Quer a Humanidade o chame ou não, ele ajudará. Mas é um bonito gesto para nós faze-lo."



terça-feira, 23 de novembro de 2010

São Martinho

Alguns dias depois do São Martinho, aqui vos deixo as fotos da celebração desse dia pelo Swamiji em Sri Peetha Nilaya.



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Feliz Diwali II


           A entrada principal de Springen - Shree Peetha Nilaya.


Sri Lakshmi Maa



Sri Sita Ram, Lakshman e Hanumanji



Sri Lakshmi Narayan (Vishnu)

Feliz Diwali!

O nome Diwali é por si mesmo a contracção da palavra "Deepavali", que traduzido significa "fila de lâmparinas" (diyas) (ou deepa em sânscrito) cheias de óleo e que significam o triunfo do bem sobre o mal. Durante o Diwali, todos os celebrantes usam roupa nova e partilham doces com os membros da família e amigos. A maioria dos negócios indianos começam no primeiro dia do Diwali.
Algumas pessoas acreditam que é a celebração do casamento de Sri Laksmi com o Senhor Vishnu. Na Bengala o festival é dedicado à Mãe Kali, a Deusa da força. O Senhor Ganesha, o símbolo da auspiciosidade e sabedoria, é também adorado na maioria das casas hindús. No Jainismo o Deepawali tem um significado especial pois o Senhor Mahavira atingiu a eterna bem-aventurança do Nirvana.
O Diwali também comemora o retorno do Senhor Rama com Sita e Lakshman depois de quatorze anos em exílio e da derrota do Rei-demónio Ravana. Na alegre celebração do retorno do seu Rei, o povo de Ayodhya, a capital de Rama, iluminaram o reino com diyas (lâmpadas de óleo) e tochas. O Deepavali é amplamente celebrado na Indía e no Nepal.

Em cada lenda, mito e história do Diwali encontra-se o significado da vitória do bem sobre o mal; e que com cada Diwali as luzes que iluminam as nossas casas possam iluminar os nossos corações, e que esta simples verdade encontre nova razão e esperança. Das trevas para a Luz - a luz que dá o poder de nos comprometer-mos com as boas acções. Estam que nos trazem mais próximo da Divindade. Durante o Diwali, as luzes iluminam cada canto da Indía e aonde quer que seja celebrado, o aroma a incenso permeia o ar, mesclado com o som do fogo de artificío, alegria, comunhão e esperança.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bhavani Ashtakam - Oração à Mãe Divina



Na thatho, na matha, na bandur na datha,
Na puthro, na puthri , na bruthyo , na bartha,
Na jayaa na Vidhya, na Vruthir mamaiva,
Gathisthwam, Gathisthwam Thwam ekaa Bhavani.

Nem a mãe, nem o pai, nem a relação, nem o amigo, nem o filho, nem a filha, nem o servo, nem o marido, nem a mulher, nem o conhecimento, nem a minha ocupação são refúgios de que eu possa depender. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Bhavabdhava pare , Maha dhukha Bheeru,
Papaatha prakami , pralobhi pramatha,
Kam samsara pasa prabadha sadaham,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani.

Eu estou neste oceano de nascimento e morte, sou um cobarde que não se atreve a encarar a mágoa, estou cheio de luxúria e pecado, estou cheio de ganância e desejo e estou preso pela vida inútil que levo. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Na Janaami Dhanam, Na cha dhyana yogam,
Na janami thathram, na cha sthothra manthram,
Na janami poojam, na cha nyasa yogam,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani

Não sei dar, nem sei meditar. Não conheço o Tantra nem a oração, nem sei como adorar, nem conheço a arte do yoga. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Na janami Punyam, Na janami theertham,
Na janami mukthim, layam vaa kadachit,
Na janami bhakthim, vrutham vaapi maatha,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.

Não sei como ser recto, nem conheço o caminho para os lugares sagrados. Não conheço os métodos da salvação, não sei como unir a minha mente a Deus, não conheço a arte da devoção, nem sei como praticar austeridades, Mãe. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Kukarmi, kusangi, kubudhi, kudhasa,
Kulachara heena, kadhachara leena,
Kudrushti, kuvakya prabandha, sadaham,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.

Quer eu faça más acções, tenha más companhias, tenha pensamentos maus e pecaminosos, sirva eu maus mestres, pertença eu a uma família má, estou sempre imerso em actos de pecado. Veja eu com más intenções ou escreva uma colecção de ofensas, só tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Prajesam, Ramesam, Mahesam, Suresam,
Dhinesam, Nisidheswaram vaa kadachit,
Na janami chanyath sadaham saranye,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani

Nem eu conheço o criador, nem o Senhor de Lakshmi, nem conheço o senhor dos devas. Não conheço o Deus que faz o dia nem o que rege a noite, nem conheço nenhuma das outras divindades, ó Deusa a quem reverencio sempre. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Vivadhe, Vishadhe, pramadhe, pravase,
Jale cha anale parvathe shatru madhye,
Aranye, saranye sada maam prapahi,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.

Enquanto estou numa discussão acesa, enquanto estou imerso em mágoa, enquanto sofro um acidente, enquanto viajo para longe, enquanto estou dentro de água ou fogo, enquanto estou no topo de uma montanha, enquanto estou rodeado de inimigos, enquanto estou numa floresta cerrada, ó Deusa eu sempre te reverencio. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.

Anadho, dharidro, jara roga yuktho,
Maha Ksheena dheena, sada jaadya vakthra,
Vipathou pravishta, pranshata sadhaham,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.

Sendo um órfão, vivendo em extrema pobreza, sendo afectado pela doença e pela velhice, estando terrivelmente cansado, estando em estado lastimável, sendo engolido por problemas e sofrendo graves perigos, eu sempre te reverencio. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.