JUST LOVE é o primeiro grande livro escrito com as palavras directamente do Swamiji e é parte de uma série de trabalhos que aparecerão no futuro. Em 324 páginas encontrarão 52 satsangs dados pelo Swami ao longo dos últimos 5 anos. Estes estão agrupados pelos seguintes temas: AMOR, NOMES DIVINOS, HUMILDADEJ DEVOÇÃO, ENTREGA e GURU.
Por agora este livro será editado em inglês. Quem estiver interessado envie email para vishalakshi@bhaktimarga.org e reencaminharei ou eu mesma trarei os livros comigo desde o centro Shree Peetha Nilaya.
Qualquer pessoa que seja Seu devoto deve usar Tilaka nos Darshans e principais eventos.
O seu significado no geral:
A Tilaka é um símbolo de boa sorte. Esta é usada na testa e é composto por pasta de sândalo, cinzas sagradas e /ou kumkum. No Bhagavad Gita diz: "Uma testa sem Tilaka, é como um coração, sem misericórdia, ou uma fonte sem água, ou de uma aldeia sem um templo, uma flor sem perfume, ou um campo sem chuva ... (há ainda muitos outros exemplos.) Pode-se observar que esta antiga tradição da tilaka tem um profundo significado espiritual. Hoje em dia a Tilaka é usada no templo ou em ocasiões especiais, como cerimônias religiosas. A Tilaka é aplicada sobre o chakra Ajna, o espaço entre as duas sobrancelhas normalmente conhecido como terceiro olho. Diz-se ter um efeito de arrefecimento durante a meditação e ajuda a abrir o terceiro olho.
Para além de todos os efeitos mentais e espirituais o sândalo também possui um enorme efeito medicinal. Existem dois tipos principais de Tilakas:
Tilaka Shivaite é usada pelos seguidores do Senhor Shiva. É constituída por três linhas horizontais na testa com uma faixa vertical de Kumkum a conectá-los. Esta Tilaka é feita com cinzas sagradas. (Vibbhuti)
VaishnavaTilak é usada pelos seguidores do Senhor Vishnu. Consiste numa linha vermelha vertical desde o terceiro olho até quase à raíz do cabelo e é envolvida por outras duas linhas verticais (de sândalo/chandan) que representam os Pés de Lótus do Senhor Narayan. A linha vermelha (de Kumkum) representa Lakshmi Devi. Além de um outro ponto de de sândalo na forma de uma folha de Tulsi por baixo da forma de "U" da Tilaka como um sinal de adoração a Deusa Tulsi. O Swamiji também pediu que fizessemos um pequeno ponto vermelho dentro da folha de Tulsi para simbolizar a presença do Guru da nossa vida e no nosso caminho espiritual.
Quando a Tilaka é aplicada é dito um mantra que significa: "Oh Deus, protege-me de todas as consequências demoníacas de Maya e salva-me de todos os laços mundanos" - ou Om Keshavaya Namaha ou simplesmente "Om Namo Narayanaya"
O Papa também recebem uma Tilaka na sua visita à Indía;
Aqui está um vídeo da ISKCON (Hare Krishnas) de como fazer a Tilaka:
(para a linha central de Kumkum usa-se um pauzinho de incenso e começa-se desde o ponto entre as sombrancelas até próximo da linha do cabelo)
E aqui temos a nossa querida Mataji Varada a fazer pequeninos sacos com Chandan, Kumkum e todos os Mantras e instruções de como aplicar a Tilaka. Quem estiver interessado em adquirir por favor contacte: udaramati108@gmail.com. Jai Gurudev!
O nome Diwali é por si mesmo a contracção da palavra "Deepavali", que traduzido significa "fila de lâmparinas" (diyas) (ou deepa em sânscrito) cheias de óleo e que significam o triunfo do bem sobre o mal. Durante o Diwali, todos os celebrantes usam roupa nova e partilham doces com os membros da família e amigos. A maioria dos negócios indianos começam no primeiro dia do Diwali.
Algumas pessoas acreditam que é a celebração do casamento de Sri Laksmi com o Senhor Vishnu. Na Bengala o festival é dedicado à Mãe Kali, a Deusa da força. O Senhor Ganesha, o símbolo da auspiciosidade e sabedoria, é também adorado na maioria das casas hindús. No Jainismo o Deepawali tem um significado especial pois o Senhor Mahavira atingiu a eterna bem-aventurança do Nirvana.
O Diwali também comemora o retorno do Senhor Rama com Sita e Lakshman depois de quatorze anos em exílio e da derrota do Rei-demónio Ravana. Na alegre celebração do retorno do seu Rei, o povo de Ayodhya, a capital de Rama, iluminaram o reino com diyas (lâmpadas de óleo) e tochas. O Deepavali é amplamente celebrado na Indía e no Nepal.
Em cada lenda, mito e história do Diwali encontra-se o significado da vitória do bem sobre o mal; e que com cada Diwali as luzes que iluminam as nossas casas possam iluminar os nossos corações, e que esta simples verdade encontre nova razão e esperança. Das trevas para a Luz - a luz que dá o poder de nos comprometer-mos com as boas acções. Estam que nos trazem mais próximo da Divindade. Durante o Diwali, as luzes iluminam cada canto da Indía e aonde quer que seja celebrado, o aroma a incenso permeia o ar, mesclado com o som do fogo de artificío, alegria, comunhão e esperança.
Nem a mãe, nem o pai, nem a relação, nem o amigo, nem o filho, nem a filha, nem o servo, nem o marido, nem a mulher, nem o conhecimento, nem a minha ocupação são refúgios de que eu possa depender. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Bhavabdhava pare , Maha dhukha Bheeru,
Papaatha prakami , pralobhi pramatha,
Kam samsara pasa prabadha sadaham,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani.
Eu estou neste oceano de nascimento e morte, sou um cobarde que não se atreve a encarar a mágoa, estou cheio de luxúria e pecado, estou cheio de ganância e desejo e estou preso pela vida inútil que levo. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Na Janaami Dhanam, Na cha dhyana yogam,
Na janami thathram, na cha sthothra manthram,
Na janami poojam, na cha nyasa yogam,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani
Não sei dar, nem sei meditar. Não conheço o Tantra nem a oração, nem sei como adorar, nem conheço a arte do yoga. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Na janami Punyam, Na janami theertham,
Na janami mukthim, layam vaa kadachit,
Na janami bhakthim, vrutham vaapi maatha,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.
Não sei como ser recto, nem conheço o caminho para os lugares sagrados. Não conheço os métodos da salvação, não sei como unir a minha mente a Deus, não conheço a arte da devoção, nem sei como praticar austeridades, Mãe. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Kukarmi, kusangi, kubudhi, kudhasa,
Kulachara heena, kadhachara leena,
Kudrushti, kuvakya prabandha, sadaham,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.
Quer eu faça más acções, tenha más companhias, tenha pensamentos maus e pecaminosos, sirva eu maus mestres, pertença eu a uma família má, estou sempre imerso em actos de pecado. Veja eu com más intenções ou escreva uma colecção de ofensas, só tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Prajesam, Ramesam, Mahesam, Suresam,
Dhinesam, Nisidheswaram vaa kadachit,
Na janami chanyath sadaham saranye,
Gathisthwam, Gathisthwam thwam ekaa Bhavani
Nem eu conheço o criador, nem o Senhor de Lakshmi, nem conheço o senhor dos devas. Não conheço o Deus que faz o dia nem o que rege a noite, nem conheço nenhuma das outras divindades, ó Deusa a quem reverencio sempre. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Vivadhe, Vishadhe, pramadhe, pravase,
Jale cha anale parvathe shatru madhye,
Aranye, saranye sada maam prapahi,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.
Enquanto estou numa discussão acesa, enquanto estou imerso em mágoa, enquanto sofro um acidente, enquanto viajo para longe, enquanto estou dentro de água ou fogo, enquanto estou no topo de uma montanha, enquanto estou rodeado de inimigos, enquanto estou numa floresta cerrada, ó Deusa eu sempre te reverencio. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
Anadho, dharidro, jara roga yuktho,
Maha Ksheena dheena, sada jaadya vakthra,
Vipathou pravishta, pranshata sadhaham,
Gathisthwam, Gathisthwam, thwam ekaa Bhavani.
Sendo um órfão, vivendo em extrema pobreza, sendo afectado pela doença e pela velhice, estando terrivelmente cansado, estando em estado lastimável, sendo engolido por problemas e sofrendo graves perigos, eu sempre te reverencio. Por isso tu és o meu refúgio e o meu único refúgio, Bhavani.
O Hiranyagarba lingam é a criação primordial de Deus, é a sua vontade. Todo o Universo está nele. Todos nós estamos dentro dele. Porquê agora? Verificaram que nas duas semanas que passaram qualquer coisa aconteceu. O mundo está a mudar. Não tem nada a ver com 2012. Será reflectido numa grande mudança mais tarde. Eu pensava que as pessoas estavam a mudar para melhor. Na realidade, é o contrário. Apenas poucos estão a mudar para melhor. A consciência deste mundo é, de facto, muito baixa O lingam ajudará a elevar a consciência. Possivelmente. O lingam reflectir-se-à no mundo, não apenas neste centro. Tem uma quantidade de qualidades de cura. Não ajuda apenas a curar a nível físico, mas cura a alma. Podem estar a pensar como pode a alma ser afectada de todo porque é pura e divina. É verdade. Mas, todas as coisas karmicas em torno da alma provenientes de muitas vidas sufocam a alma. Todos vocês aqui fizeram boas coisas, de outra forma não estariam aqui. O lingam não pode ser criado por Brahma, Vishnu ou Mahesh. Tem de ser criado por alguém vivo. Sabem o que estamos a celebrar hoje? Hoje celebramos a decisão de Maha Avatar Babaji permanecer imortal no seu corpo para ajudar a humanidade. Isto foi à 1800 anos atrás. Ele atingiu o estado onde imortalizou o seu corpo. Babaji ajudará para sempre a Humanidade se necessário. A Humanidade chamou-O para ajudar. Ele também ajudará ainda que não o peças. A comemoração é um bonito gesto em direccção a Ele. Originalmente o Lingam não é nem de Brahma, Vishnu ou Maheshwar. Jai Gurudev!
Eu tenho estado em muitos darshas com Swami Vishwananda, ao longo dos anos, e vejo que cada um é sempre uma experiência única e totalmente nova. O Swami está consciente dos pensamentos de toda a gente mas não quer falar sobre isso. Uma vez quando estava sentado próximo d'Ele à frente, durante o Darshan e dei-me conta de inúmeras coisas que não podem ser explicadas de uma forma convencional quando o Swami dá o Darshan: Ele disse a uma criança para levar a educação mas a sério, pois tinha faltado à escola. Ele deu a outra criança apenas o doce e disse-me que esta criança só tinha vindo pelo doce. Deu-me uma mão cheia de saquinhos de vibbhuti para da a alguém no fundo da sala pois esta pessoa estava necessitada e tinha de sair mais cedo. Quando eu tive esperança de receber um pedaço de prasad especial, Ele pediu a taça e pegou o meu pedaço favorito. Estes inúmeros milagres ocorrem todo o tempo à volta d'Ele.
O Visham começou a cantar bhajans, durante todo o dia, com as pessoas que vinham para ver as manifestações e materializações. Havia pessoas por todo o lado na nossa casa e parecia não haver lugar para a família. Fiquei cansada, esgotada! Durante esse tempo, ele começou também a produzir lingams. No decurso de um dia festivo especial, materializou trinta e quatro lingams. Se a pessoa não estava lá, quando ele trazia o lingam para fora, ele engolia-o e trazia-o de volta quando a pessoa chegava. Eu chorava de ver quão cansado ele ficava e quão difícil e doloroso era para ele trazer os lingams para fora da garganta. Ele ofereceu um ingam a todos. Visto que era tão doloroso, perguntei-lhe porque é que ele dava a todos um lingam e sugeri que talvez um por cada família seria suficiente. Ele disse, “O que posso eu fazer quando eles pedem?”
Estava muito cansado e eu fiquei triste pelo meu filho.
Nós viajávamos para todos os darshans na Alemanha e Holanda entre Outubro e Dezembro de 2004. Tendo feito alguns convites ao Swami para uma visita, ele veio à nossa casa nesse Dezembro. Depois de ir buscar o Swami e uma das suas discípulas ao aeroporto, nós chegámos a casa e tomámos chá na nossa sala de estar. O Swamiji estava silencioso, tal como nós. Ao longo de uma parede há uma prateleira comprida, na qual os livros estão colocados em duas fileiras de profundidade, em várias secções. Quebrando o silêncio, o Swamiji disse à sua discípula para retirar o primeiro livro da esquerda, na secção inferior e trazer o livro que estava colocado atrás dele. Ele disse que este era o livro mais lido lá em casa. A discípula colocou o livro usado e muito manuseado em cima da mesa, à sua frente, tal como ele lhe tinha pedido para fazer. Enquanto ele o folheava de lado a lado, podia ver-se que em certas passagens determinadas frases tinham sido sublinhadas com cores diferentes. Sem olhar para cima, ele repetia, ainda a folhear o livro de lado a lado, “Este é o livro mais lido nesta casa.” Depois, ele olhou directamente para mim. Este era o meu livro dos livros, ninguém a não ser eu podia saber quantas vezes o tinha lido ao longo dos últimos quinze anos. O livro era Autobiografia de um Iogue por Paramahansa Yogananda.
Novamente, ele deixou-me experimentar a sua omnisciência. Com gratidão eterna, eu prostro-me diante de Swamiji Vishwananda.
As histórias de Krishna roubando manteiga têm uma forte analogia com Swami Vishwananda. Ele rouba os corações dos humanos com a sua abundância de amor e devoção, um exemplo perfeito dos seus ensinamentos. A sua alegria, brincadeiras e humor foram muito cativantes quando nós nos encontramos com ele pela primeira vez em 1998. A sua alegria quando experimentou neve pela primeira vez, nos Alpes Suíços, quase que fez dele um homem de neve, com a sua brincadeira de se enrolar nela. Enquanto subíamos a montanha Schilthorn - que tem mais de 2’000 m (mais de 6’300 ft) de altura, começou a nevar. Ficámos desapontados, pois queríamos que o Swami apreciasse a vista maravilhosa das outras montanhas, mas o Swami disse, "Não se preocupem." Assim que ele disse aquilo, o sol apareceu e num instante as nuvens baixaram cada vez mais profundamente. Nós também experimentámos a relação directa de Swami Vishwananda com os animais. Um pássaro da montanha manteve-se perto dele e pulou cada vez para mais perto até às suas mãos esticadas. Enquanto nós viajávamos, de carro ou comboio, o Swami tinha sempre um bhajan nos seus lábios; exactamente como Krishna e a sua flauta. Isto punha-nos sempre com boa disposição. Na cozinha a exuberância nunca faltava. Nós trocávamos receitas Indianas e Suíças, cozinhávamos juntos e também ríamos bastante. Eu sentia-me sempre muito tocada, pois o Swami estava sempre ajudando: cozinhando, limpando, lavando a louça e secando. Ele ajudava em tudo. Para ele, isto era a coisa mais natural do mundo! Ao mesmo tempo, nós cantávamos e ríamos muito.
Cerca de seis meses depois de eu ter tomado a minha decisão de que ele era o meu guru, o Swami perguntou-me se eu gostaria de me mudar para Steffenshof e ajudar a começar o seu primeiro ashram na Alemanha. Um dia nós fomos a Cologne, na Alemanha, procurar por artigos Indianos para o templo. O Swami descobriu imediatamente uma bonita estátua do Senhor Vishnu. Ele sentiu-se muito atraído a ela. Havia também uma estátua de deusa Lakshmi do mesmo tamanho. Visto que as estátuas eram quase do tamanho natural, nós presumimos que as murtis eram caríssimas. Com a graça de Deus, descobrimos inesperadamente, uma placa que dizia metade do preço e o Swami comprou tanto Lakshmi como Vishnu. Este Casal Divino, juntamente com Mahavatar Kriya Babaji, tornaram-se nas murtis principais do nosso templo, em Steffenshof. Mudei-me para o ashram de Steffenshof em Dezembro de 2004. O Swamiji estava parado numa janela usando um fato branco de pintor. A renovação do ashram Alemão tinha começado naquele dia. Na mesma noite, pintámos novamente as paredes do meu novo quarto. O Swamiji ajudou-me a pintar. As renovações do ashram continuaram a um ritmo acelerado. Convertemos o celeiro de Steffenshof num templo Hindu. Durante o dia, estávamos ocupados com o trabalho de construção. Durante as noites, reuníamo-nos na sala de estar para abishekam. O templo ficou pronto mesmo a tempo para o Shivaratri. Assim que a inauguração do templo acabou, o Swamiji falou-nos, lentamente, acerca de nos tornarmos brahmacharinis e bramacharis. Eu tinha estado na Índia e estava familiarizada com a vida de uma brahmacharini; Anos antes, tinha considerado isso como uma possibilidade para a minha vida. Ainda assim, levou vários meses antes que eu soubesse de todo o coração que gostaria de dar este passo que muda toda a vida.
Desde o tempo em que o Swami vivia em Quatre-Bornes, ele sempre manteve um aquário na sua casa. Em 1998, o Swamiji organizou um passeio para os seus amigos da Suíça, que estavam visitando as Maurícias. Visitámos um rio, pois o Swami gosta de peixes e ele começou a cantar bhajans. Cerca de cinco minutos depois, havia uma grande quantidade de peixes vermelhos nadando ao pé de nós. Quando ele parou de cantar, todos os peixes se afastaram.
Eu conheço o Swami Vishwananda como um amigo muito chegado. Encontrei-me com ele num ashram na Índia em Março de 1998. Eu estava parado numa praça movimentada,esperando por algumas pessoas, quando um homem jovem Indiano se aproximou de mim. Ele perguntou-me se eu era Suíço e eu respondi, "Sim". A sua pergunta iniciou uma conversa que durou a tarde inteira, enquanto nós estávamos entados juntos à beira de uma estrada movimentada, na Índia.
Desde o primeiro momento em que me encontrei comSwami Vishwananda, senti-me logo muito chegado a ele. Dois dias mais tarde Swami partiu para regressar a sua casa nas Maurícias. Antes de partir pediu-me para prometer visitá-lo na sua casa. No entanto, foi em Londres, em Inglaterra que o voltei a ver.
Pouco tempo depois desse encontro, viajei para as Maurícias para visitá-lo e nós continuámos a desenvolver a amizade muito chegada que eu tinha sentido no momento em que nos encontrámos pela primeira vez na Índia. Muitos Mestres espirituais muitas vezes interagem com as pessoas de uma forma muito humana enquanto obscurecem a sua divindade realizada ou avanço espiritual. Eu sou grato por Swami Vishwananda se ter tornado meu amigo desta forma. Eu sei que apesar da realização espiritual óbvia do Swami, no seu coração ele é uma pessoa normal. Ele age normalmente quando está empenhado em actividades do dia-a-dia, ou passando tempo com amigos ou viajando. Ele veste-se com roupas actuais tais como jeans, tshirt e ténis. É uma pessoa responsável e como filho mais velho da sua família ele cuida das obrigações familiares. Os últimos onze anos, ao longo dos quais tenho vindo a conhecer Swami Vishwananda, têm sido espiritualmente muito intensos para ele. Dentro deste período de tempo relativamente curto, ele tem acelerado as experiências espirituais e o desenvolvimento pessoal dele próprio e dos outros. Esse mesmo avanço espiritual teria levado a uma pessoa comum várias vidas para ser alcançado. Apesar do Swami ter estado activamente empenhado em trabalho espiritual desde tenra idade, ele disse que o seu verdadeiro trabalho não começou antes de ele fazer 27 anos, em 2005. Swami Vishwananda é definitivamente uma dessas raras pessoas que conhece verdadeiramente e está completamente consciente do seu verdadeiro self e da sua Divindade. Eleconsegue ligar-se à Realidade Maior quando quer. Quando esta ligação incrível é feita, o Swami não é mais a pessoa normal que nós vemos na vida do dia-a-dia. A sua expressão facial e os seus olhos mudam à medida que ele se torna num ser radiante expressando amor incondicional. Eu tenho testemunhado a transformação do Swami diariamente. A maior parte do tempo, ele comporta-se como uma pessoa normal, que não faz espalhafato acerca do seu verdadeiro self Divino. Aqueles que o vêm superficialmente não reconhecem a grandeza da sua alma. Os chamados milagres do Swami são de ocorrência diária e eu tenho-os testemunhado em numerosas ocasiões. Os fenómenos e milagres que ocorrem à sua volta não são o que mais me impressiona acerca dele. De certa forma, eu tenho um respeito particularmente elevado pela sua capacidade em apoiar as pessoas para chegarem por elas próprias à consciência de que Deus é a única realidade e a inspirá-las a conduzir as suas vidas permeadas pelo espírito.
Admiro o facto de que enquanto o Swami está fazendo todas estas grandes coisas, ele de algum modo consegue manter-se firmemente ancorado na realidade física. O Swami tem acesso a grande conhecimento e mantém-se ligado continuamente ao mundo espiritual, mas ele não fala acerca disso muitas vezes. Eu costumava importuná-lo para saber mais acerca dele fazendo-lhe muitas perguntas.
O Swami pacientemente explica às pessoas, repetidas vezes, que elenão quer que nós concentremos a atenção em fenómenos mas na Fonte Mais Importante de todos os fenómenos na vida e no Amor por Ele - Deus!
Ele recomenda às pessoas que em vez de conhecerem meramente teoria, seria mais benéfico para elas desenvolver amor e cultivar anseio por Deus nos seus corações. Ele aconselha as pessoas: “Se você encher o seu coração de amor por Deus e alcançar a sintonização com o Divino, você obterá verdadeiro conhecimento que não se encontra nos livros e nas teorias". Sempre que pessoas doentes vêm procurar o Swami para serem curadas, ele diz sempre que rezará por elas. Quando ocorre cura espontânea, ele salienta sempre que é trabalho de Deus. Eu nunca o ouvi dizer que ele tenha curado alguém.
De acordo com ele, não há ninguém que possa chamar-se a si próprio/própria um curador. Eu tenho-o ouvido dizer que os curadores são apenas instrumentos nas mãos do Divino. Se existe algo que o Swami quer alcançar, ele é muito determinado e fará o que quer que seja. Ele gosta de estar na companhia de outros e de rir muito. Nos seus tempos livres, ele visita lugares de peregrinação e pinta ícones de santos. É muito criativo, quer seja através da pintura ou compondomúsica, tendo esta última um grande significado para ele. Ele gosta de qualquer música que seja cantada com devoção a Deus. Ele tem uma voz bonita e gosta de cantar juntamente com outros.
O estudo das vidas dos santos é uma das suas maiores paixões. Swami Vishwananda é alguém que ama a Deus com todo o seu coração e alma de uma forma muito pura e infantil.Esta forma de amar a Deus cria para ele uma relação natural e muito pessoal com o Divino e por meio disso ele ressoa com as pessoas de uma maneira que as suas vidas podem sertransformadas.
O objectivo do Swami na vida é tocar os corações das pessoas que são encaminhadas para ele espiritualmente ou magneticamente de tal forma que elas fiquem motivadas a adoptar uma vida espiritual centrada em Deus. Como guru, mesmo quando o Swami está sendo infantil e espontâneo, ele irradia uma aura natural de autoridade. Ele pode ser severo, mas ele tempera sempre a dureza com uma autoridade bondosa e cuidadosa, que apoia a verdade de que ele sabe o que é melhor para os seus discípulos. Quando um dos brahmacharis faz algo que ele desaprova, ele salienta isso para ele ou ela. No entanto, em vez de condenar essa pessoa, ele olha para a semente da prontidão para aprender com o nosso erro e mudar de atitude e depois ele nutre e rega isso. Swami diz, “Quando vocês caírem, o melhor é levantarem-se outra vez e por meio disso crescer mais fortes a partir de uma experiência dolorosa ou erro. Escolham não manter memórias dolorosas que voltam repetidamente para vocês serem atormentados por elas até ao ponto de criarem doença física."
Ele é muito tolerante com os outros. Nunca tenta convencer ninguém da sua própria opinião e não moraliza. Quando as pessoas pedem o seu conselho ele claramente diz o que elas têm que fazer para harmonizar a situação.Ele deixa, então o livro arbítrio da pessoa intacto através do aconselhamento de que elas no fim devem fazer as suaspróprias escolhas.
O Swami ocasionalmente pode ver-se em situações problemáticas mas ele rapidamente passa através delas e ultrapassa-as. Uma vez o Swami e eu fomos juntos a Rodrigues, uma pequena ilha ao largo da costa das Maurícias, aonde ficámos hospedados numa pequena pensão. O filho da família que vivia na casa principal tinha 20 anos de idade, que era a mesma idade do Swami na altura. Este começou a zombar do Swami, a fazer troça dele como uma pessoa espiritual que faz milagres, etc. O Swami graciosamente tentou algumas vezes falar com ele de uma forma razoável, mas não foi bem sucedido. Em pouco tempo o Swami retirou-se tranquilamente dessa situação desagradável. Nessa altura, eu fiquei espantado de ver que em vez de ficar magoado ouzangado, ele na verdade teve compaixão do homem jovem. O Swami deixa as pessoas escolher se elas se relacionam com ele como guru, irmão, amigo ou apenas como uma pessoa normal.
Apesar de Swami Vishwananda ser o meu guru, ele será sempre ao mesmo tempo o meu grande amigo!